Enquanto isso, uma múmia recém-descoberta está excursionando por museus ao longo dos EUA. Por conta de incríveis peripécias (roubo e acidente), a dita cuja se perde e vai parar nos arredores do asilo onde se encontram os dois “heróis”. Então, a múmia desperta e passa a se alimentar das almas dos velhinhos que vivem ali, através de um processo no mínimo curioso: o “faraó” suga os espíritos das pessoas pelo ânus delas (é isso mesmo, a múmia chupa o cu dos outros)!… Mas a grande cagada – literalmente – de Bubba Ho-Tep (que se veste de chapéu e botas de “cowboy”) foi deixar uma “pichação” em hieróglifos no banheiro, que será decifrada por JFK (Ossie Davis), o qual se unirá ao seu amigo Elvis (o mítico Bruce Campbell) para dar fim à ameaça. Enfim, o roteiro do filme tem vários outros detalhes engraçadíssimos – outros, trágicos.
A fita procura ser uma comédia, um terror e um drama ao mesmo tempo, no melhor estilo “trash”. Mas sem exageros além da conta (está muito longe de ser o mau-gosto perpetrado por Robert Rodriguez em “Planeta Terror”), tudo é muito sutil e equilibrado, como nos melhores clássicos. As imagens procuram mais provocar aquele curioso e incômodo estranhamento (como em Kubrick, por exemplo) do que um choquezinho fácil. O roteiro se baseia num conto, escrito por Joe. R. Lansdale. O diretor Coscarelli está agora filmando mais uma adaptação do autor: “Bubba Nosferatu and the Curse of the She-Vampires”, prequel deste “Bubba Ho-Tep” que mostrará Elvis Presley sendo atacado por um bando de vampiras… Isso é que é filme B! Filme “Trash”! Filme “Cult”! Ou o que quer que seja. Asas abertas à imaginação, sem limites! Eis o que dá tesão no Cinema!

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