(Nós queríamos fazer a coisa do jeito tradicional, como nos velhos tempos, quando os filmes infantis eram realmente bons!)
A afirmação acima foi feita por Jack Black, nos extras do DVD de Escola do Rock (“School of Rock”, EUA, 2003, dir.: Richard Linklater). Resume perfeitamente as qualidades do filme. Escola do Rock possui aquela paixão, a imaginação, a liberdade, aquela disposição de espírito de que tudo é possível, que encontramos de maneira tão única na criança: uma inteligência e uma sensibilidade absolutamente livres, que rompem quaisquer paradigmas, fórmulas, conformações, consensos, etc. É um filme que sabe realmente estimular a alma de artista presente em qualquer criança.
Mas, como bem disse Jack Black, já não se fazem mais filmes assim, como antigamente – pelo menos não tanto, eis a minha impressão. Só para ficar na “minha” geração, como fazem falta filmes tais quais Viagem ao Mundo dos Sonhos (“Explorers”, EUA, 1985, dir.: Joe Dante), The Goonies (EUA, 1985, dir.: Richard Donner) ou A História sem Fim (“The Never Ending Story”, EUA, 1984, dir.: Wolfgang Petersen). É claro que hoje temos Peter Jacksons e Guillermo Del Toros, assim como esta pérola com ar saudosista que é Escola do Rock: quando vi pela primeira vez, não consegui me livrar da impressão de que já se tinha em mãos um grande clássico da sessão da tarde lá por volta de 2020. Mas, a cada vez que “zapeio” pelas sessões da tarde de hoje em dia, não consigo segurar a decepção…

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