cinema brasileiro

  • Meu Nome é Bagdá

    Meu Nome é Bagdá (Brasil, 2020, dir.: Caru Alves de Souza) possui uma das cenas de violência simbólica mais fortes que já vi no cinema. É antológica. Vemos a jovem protagonista, que se apresenta como Bagdá, sofrendo um “enquadro” da polícia militar, junto de seus amigos, na pista pública de skate em que costumam passar Read more

  • A Vida Invisível

    Invisibilidade ofuscante (Texto sem spoilers) Dizer que A Vida Invisível é um filme de disjunções, de desencontros, de pólos irremediavelmente opostos seria uma banalidade. O que realmente tensiona esta grande realização de Karim Aïnouz e provoca um efeito muito inquietante que se dilata na subjetividade do espectador por longo tempo depois poderia somente ser definido Read more

  • O Nó do Diabo

    O cinema brasileiro tem uma longa história de expressões alegóricas da nossa realidade social tão particular. Desde o Cinema Novo: alegorias da revolução, veja-se Deus e O Diabo na Terra do Sol, do Glauber (1964); passando pelo Cinema Marginal e o Tropicalista: alegorias da repressão e do subdesenvolvimento, vejam-se O Bandido da Luz Vermelha, do Read more

  • A Noite Amarela

    Antes de mais nada, é louvável a atmosfera de horror / estranhamento alcançada em cada plano de A Noite Amarela (Brasil, 2019), misturando elementos do macabro e do surreal, dentre os quais a trilha e efeitos sonoros são dotados de uma propriedade evocativa de gelar a alma. Ainda mais louvável é a aplicação dessa atmosfera Read more